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Como escolher um bom azeite? Veja nossas dicas!

É impossível falar sobre alguns tipos de alimento e não pensar em tradição no consumo e na fabricação. O vinho é um ótimo exemplo disso. Os chás também podem ser citados. Mas, afinal, você já parou para pensar na importância de um azeite bom para muitas pessoas?

Em algumas nações, como Brasil, Portugal, Chile, Itália e França, o azeite é um item indispensável na cozinha. Ele participa tanto da preparação real de pratos variados quanto da sua finalização, dando aquele toque especial que só a alta gastronomia pode proporcionar.

No Brasil, a sua utilização vem crescendo cada vez mais. Por isso, saber escolher um azeite bom para os seus preparos culinários — e até para a finalização daquela saladinha tão saudável — é algo fundamental. Confira, então, dicas importantes para lidar com essa questão. Boa leitura!

Como surgiu o azeite?

A história do azeite é bem antiga. Esse produto vem, de certo modo, acompanhando a humanidade há muitos milênios. Sim, milênios! Há relatos que mostram que as oliveiras eram cultivadas há mais de 3000 anos antes do nascimento de Cristo e que o seu óleo já seria utilizado pelas populações daquela época.

Esse produto começou a ser espalhado por todo o mundo com o avanço da civilização grega. Esse foi um processo natural pelo qual muitos itens alimentícios passaram. Os gregos e os romanos foram grandes disseminadoresda gastronomia pelo mapa.

Hoje, esse produto é fabricado em larga escala em todo o mundo. Alguns dos países com maior produção são, atualmente, Espanha, Portugal, Itália, Chile, Argentina e Grécia.

Quais são os processos de fabricação do azeite?

azeite passa por processos de fabricação muito rigorosos, que se tornam mais exigentes a cada degrau subido na categorização desses produtos (falaremos mais sobre isso no decorrer do artigo).

No entanto, de modo geral, o óleo das azeitonas é obtido com a ajuda de uma prensa. No entanto, elas não levadas diretamente da oliveira para esse mecanismo. Passam, antes, por uma minuciosa seleção e são moídas, gerando uma espécie de pasta.

Depois, sim, essa pasta é levada para a prensa, que aperta todo o conteúdo e extrai o óleo. Há outros métodos, ainda mais modernos, que utilizam uma espécie de centrífuga que separará o óleo da parte sólida da pasta.

Quais são os tipos de azeite encontrados no mercado?

Se você já foi ao mercado comprar azeites, é bem provável que tenha se deparado com várias denominações diferentes. Isso é perfeitamente normal e é um modo de garantir, de certa forma, a procedência dos produtos que são comercializados, trazendo mais transparência para o consumidor.

Mas, afinal, quais são os tipos e o que cada categoria quer dizer na prática? Confira, a seguir, uma explicação breve sobre esse assunto.

Azeite de oliva

Esse é o tipo “standard” do produto. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que essa denominação deve ser utilizada em todos os óleos produzidos a partir da azeitona. A designação genérica, então, pode ser utilizada mesmo para misturas que contenham esse fruto.

Azeite virgem

azeite virgem é um óleo extraído a partir de processos mecânicos, que trazem uma melhora considerável ao produto, deixando-o com uma acidez bem mais baixa. Eles são, por definição, produtos purossem a mistura de qualquer outro tipo de óleo em sua composição.

Azeite de oliva extra-virgem

Por fim, temos o azeite extra-virgem, o produto mais nobre de todos os citados. Ele é obtido a partir da prensa a frio de azeitonas de altíssima qualidade. É um óleo puro, denso e cristalinosem a adição de qualquer outro tipo de composto e com a acidez mais baixa do mercado: ela não pode ultrapassar 0,8%. Dentro dessa categoria estamos lançando dois azeites especiais, de dois terroirs, um do Brasil e o segundo do Chile.

Agora, vamos às dicas fundamentais para a escolha de um azeite de boa procedência e com muita qualidade e sabor. Confira!

Escolha produtos em embalagens que protejam o óleo da luz externa

azeite, apesar de bem diferente, tem alguns conceitos muito parecidos com os do vinho. Por isso, é natural que as suas embalagens também precisem ser escuras ou com embalagens que bloqueiem a luz e preferencialmente fabricadas com vidro. Isso garante a integridade do produto, evitando a oxidação.

Além disso, é muito importante observar se há rachaduras ou qualquer tipo de dano às garrafas. Caso a resposta seja positiva, notifique imediatamente a loja e escolha outro produto, com a embalagem intacta.

Observe o percentual de acidez

Outro ponto que não pode ser deixado de fora na hora de escolhermos um bom azeite é a observação do teor e do percentual de acidez.

Mais uma vez, ressaltamos que, quando o assunto é acidez, é fundamental que o número seja o mais baixo possível. Quanto menor ele for, melhor é o azeite. Esse número tem total relação com a qualidade do produto, suas propriedades naturais e até mesmo o seu sabor.

Verifique a pureza do azeite

Muitas marcas comercializam, como azeite, uma mistura de óleos (inclusive refinados) e outros compostos que removem todo o potencial de pureza daquele ingrediente nobre.

Sendo assim, opte sempre por marcas que são apenas azeites puros, sem misturas e conservantes variados. Além de serem potencialmente nocivas para a saúde, essas substâncias podem deixar um gosto desagradável no azeite.

Gostou de saber como escolher um azeite bom para cozinhar e de conhecer mais sobre a história desse produto? Fazer uma boa escolha na hora de comprá-lo faz toda a diferença no resultado final de seus pratos! Por isso, leve esse processo bem a sério, para o bem de seu paladar e de sua saúde.

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